C – Mudanças e Migrações

          Meu irmão Osiris se casou com Maria Augusta Sampaio Lourenço e logo se mudou para São Paulo, onde se fixou definitivamente trabalhando no Banco da Amazônia e, como professor universitário, cidade onde nasceram seus três filhos: Paulo José, Ana Lúcia e Sérgio Luiz.

         Entre meus/minhas irmãos/irmãs há casos exemplares de migrações. Por exemplo: Olguinha, Dário e filhos tiveram grande mobilidade espacial ou geográfica; moraram em Bragança, Viseu, Castanhal, Santarém e, finalmente, se fixaram em Belém. O filho mais velho do casal, João Rosário Neto, estava no primeiro ano do curso de Direito, em Belém, quando, como funcionário do Banco do Brasil, foi trabalhar em Parintins, no Amazonas, de onde foi transferido para o Rio de Janeiro   – cidade em que veio a formar-se pela  Faculdade Nacional de Direito -; transferindo-se para o Banco Central, mudou-se do Rio para Salvador, Bahia, onde foi trabalhar como funcionário deste Banco, para, afinal, fixar-se em Brasília, onde trabalhou na direção central do BC. Outros exemplos, que quero registrar, desta movimentação horizontal também de filhos de Olguinha e Dário: o caso do José Ubiratan, que nasceu em Viseu, no extremo nordeste do Pará, morou em Bragança por duas vezes (veio a ser  “cidadão bragantino”, cf. homenagem prestada pela Câmara de Vereadores de Bragança), mas também, morou em Castanhal, em Santarém e, por último, passou a residir definitivamente, em Belém, onde casou, nasceu seu casal de filhos, trabalhou na UFPA e onde veio a falecer no dia 24 de outubro de 2009[1]; a Darita   – Delfina Dária –   veio residir no Rio de Janeiro, e a Dóris, depois de um tempo em Manaus (onde foi freira), foi morar em Pernambuco. Meu irmão Ophir e Stela se casaram em Bragança, onde moraram durante vários anos e onde nasceram seus primeiros cinco filhos. De Bragança se mudaram para Belém, onde se fixaram definitivamente. Dos seus filhos, registro a mudança da Maristela que, casada, passou a residir em Belo Horizonte. Outro caso de migração é o do José Seráfico, advogado, professor e jornalista, filho de Oneide e João Seráfico, que, perseguido pelo sistema autoritário, se transferiu de forma definitiva para Manaus, no Amazonas, onde se tornou professor da Universidade do Amazonas, fixando lá sua residência com sua esposa Graça e onde nasceram seus dois filhos[2]. Meu irmão Osiris, com sua família, desde cedo, transferiu sua residência definitivamente para São Paulo, onde trabalhou e veio a se aposentar pelo Banco da Amazônia e é professor universitário[3]. E eu com minha família… Logo veremos, neste texto. Família extensa de migrantes!


[1] José Ubiratan da Silva Rosário, formado em História, foi jornalista, folclorista, membro da Academia Paraense de Letras e do Institutio Histórico e Geográfico do Pará, e, professor de colégios de Belém e da UFPA, por onde se aposentou. Foi autor de diversos livros, entre os quais o  “Saga do Caeté”, 2000.

[2] José da Silva Seráfico de Assis Carvalho, na ditadura militarista, foi preso e respondeu a quatro IPMs, tendo ficado privado de seu direito de ir e vir por dois meses na 5ª Cia. de Guardas do Exército, em Belém, vindo, no final, a ser  absolvido no STM. É, também, advogado, jornalista e diretor da Fundação de Defesa da Biosfera-FDB, ex- Fundação Djalma Batista-FDB, em Manaus. Cursou o CPOR, estagiou no 27° BC, de Manaus, e é 2° Ten. R – 2 de Infantaria. É autor de diversos livros, entre os quais “O Desafio Amazônico”, 2007.

[3] Luiz Osíris da Silva é autor de três livros entre os quais o sempre citado  “A Luta pela Amazônia”, 1962.

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