X – Pesquisas – Livros Publicados

         A Edith, tanto como bolsista do CNPq. como em outras instituições, realizou suas pesquisas, primeiro no campo da organização de serviços de Saúde Mental e, a partir de 1980, na área da saúde mental no trabalho.

         Em minhas atividades de pesquisa, quer na Universidade, quer em outras instituições de administração, pesquisa e planejamento, quer por conta própria ou como bolsista do CNPq., realizei diversas pesquisas sociológicas, mas foi, principalmente, no campo da antropologia que desenvolvi meus principais estudos de campo e teóricos. Assim, na área da antropologia indígena, estive com 21 diferentes povos indígenas, no Pará, no Amazonas, em Roraima, em Mato Grosso, em Goiás (depois Tocantins), em Pernambuco, na Bahia, na Paraíba e em São Paulo. Como professor da UFPA, estive com os índios Tiriyó (PA); trabalhando na SERETE, estive em aldeias dos índios Tükúna (AM), Anambé (PA), Makuxí (RR), e Gavião (PA); como consultor da Hidroservice, estudei os índios Pankararú (PE), Tuxá (BA), Gavião (PA), Suruí (PA), Xikrín (PA), Parakanán (PA) e Assuriní (PA); pelo MIRAD, pesquisei os grupos índígenas Tükúna (AM), Gavião (PA), Kayabí (MT), Apiaká (MT), Pankararé (BA) e Apinayé (GO, depois TO); por conta própria, estive nas aldeias dos índios Tuxá (BA) (com estes, mais uma vez), Xavánte (MT), Gavião (PA) (diversas vezes), Guaraní (SP) e Potiguára (PB); como bolsista do CNPq., pesquisei em comunidades de japoneses da Zona Bragantina (PA), e desenvolvi pesquisas entre os índios Wapixána  (principalmente), Makuxí, Taurepán e Yanomámi, no Território Federal de Roraima, hoje Estado do Roraima. A convite da FUNAI, visitei o Pq. Indígena do Xingu, onde assisti ao longo ritual do Quarüp, na aldeia dos índios Yawalapití, com a participação de diversas etnias que vivem no alto Xingu, tendo me hospedado em uma das malocas dos Yawalapití. Durante quatro anos, desenvolvi um projeto de estudo no qual descrevi e analisei do aspecto estético-etnológico máscaras rituais dos índios Tükúna (AM), no acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia-MAE/USP.

Filiação a Entidades

         Sou sócio efetivo da Associação Brasileira de Antropologia-ABA, na qual ingressei em 1966, sendo um dos mais antigos associados vivos da entidade, da qual fui membro da Comissão do Índio na gestão de Roque de Barros Laraia; fui tesoureiro da Abinha do Pará (secção do Pará da ABA), no tempo em que ela existia, na década de 60; a Edith ingressou no corpo associativo da ABA em 1974; sou membro fundador do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo; sou membro efetivo da Associação Latino-Americana de Sociologia-ALAS; sou regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Secção de São Paulo-OAB; filiei-me originariamente à OAB, na Secção do Pará, quando ainda era estudante de Direito, na categoria de solicitador, depois, como advogado; sou sócio da Comissão Pró-Índio de São Paulo-CPI/SP desde a sua fundação e sou Conselheiro da mesma; sou sócio, desde a fundação, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento-CEBRAP; pertenço à Comissão de Pesquisa Antropológica de Urgência da União Internacional de Ciências Antropológicas e Etnológicas-IUAES; como entidade filiada a essa Comissão, fundei e coordenei o Centro Regional de Pesquisa Antropológica de Urgência-Amazônia, Brasil; sou sócio, desde 1966, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência-SBPC; sou sócio do Centro de Estudos Rurais e Urbanos da USP; sou sócio da União Brasileira de Escritores-UBE; sou, também: membro correspondente da Academia Paraense de Letras-APL; sou sócio da Associação Internacional de Lusitanistas; sou membro honorário da Academia Bragantina de Artes e Cultura Popular-ABACP. Fui membro do Grupo de História da Cultura do Instituto de Estudos Avançados da USP, ao tempo em que este Grupo existia e era coordenado por Octávio Ianni. Organizei, coordenei e apresentei trabalhos em simpósios nos Congresso Internacionais de Americanistas de New Orleans, USA, e de Uppsala, na Suécia. Idem, no Congresso da União Internacional de Ciências Antropológicas e Ertnológicas que se reuniu na Cidade do México, México. Participei de um simpósio desta entidade em Amsterdam, Holanda. Organizei simpósios para os Congressos de Americanistas de Quito, Equador, e de Varsóvia, Polônia.

VII Reunião Brasileira de Antropologia

         Nessa linha de atividades, integrei a Comissão Organizadora da VII Reunião Brasileira de Antropologia-RBA, a qual fez parte da programação oficial do Simpósio sobre a Biota Amazônica, que se reuniu no Museu Goeldi e na FFCL-UFPA, em Belém, em 1966. Conforme a publicação “VII Reunião Brasileira de Antropologia”, Imprensa Universitária, Belém, 1966, a Comissão Organizadora da VII RBA foi assim constituída: Presidente de Honra – Prof. Dr. José Rodrigues da Silveira Neto, Presidente – Eduardo Galvão, Secretário Executivo – Napoleão Figueiredo, Tesoureiro – Expedito Arnaud, e Membros – Anaíza Vergolino e Silva, Conceição Gentil Corrêa, Dalcy Albuquerque, Edson Diniz, Ernesto Migliazza, Mário Ferreira Simões, Orlando Sampaio Silva, Protásio Frikel e Ruth Wallace.

Livros Publicados

         A Edith tem publicado o livro  – Desgaste Mental no Trabalho Dominado, Ed. Cortez – Ed. UFRJ, Rio de Janeiro, 1994, livro que, esgotado, será, em breve (2011) lançado em 2ª edição. É autora de muitos artigos divulgados por intermédio de periódicos científicos, e de capítulos de livros, editados no Brasil e no exterior.

Eu sou autor de:

 – TUXÁ – Índios do Nordeste, Ed. Annablume, São Paulo, 1997;

EDUARDO GALVÃO – Índios e Caboclos, Ed. Annablume, São Paulo, janeiro de 2007 (417 pgs.). Edição em homenagem aos meus 75 anos de idade;

ÍNDIOS DO TOCANTINS – Notas do Caderno de Campo, Valer Ed., Manaus, 2009;

Globalização e Identidade Coletiva, sendo que os capítulos deste foram publicados na página da Internet http://www.carlosbranco.jor.br. 2004-2005-2006;

MEMÓRIA, ESPAÇO-TEMPO: Família, Migrações, Viagens, Trabalho, Antropologia, História, Política, Vida. Publicação particular via computador e encadernada. Primeira edição: 2006. Está na 5ª Edição, São Paulo, 2009. Deste texto maior, saiu um parte constante da presente publicação, via Internet, que, apesar de ser parcial, é aumentada – Vida e Família de Migrantes, 2011.

         Sou um dos organizadores de: A Perícia Antropológica em Processos Judiciais, Ed. da UFSC – Associação Brasileira de Antropologia/ABA – Comissão Pró-Índio de São Paulo/CPI-SP, Florianópolis, 1994;

         Sou co-autor (ao lado de Octavio Ianni, Lucio Kowarick e Rosa Krausz) de A Criança, o Adolescente, a Cidade, CEBRAP-Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, S. Paulo, 1972 [1];

         Também sou autor de mais de 50 artigos divulgados em revistas acadêmicas, e de capítulos de livros, uns e outros tornados públicos no Brasil ou no exterior.

          Estou escrevendo um livro sobre os índios Wapixána, de Roraima. Planejo escrever um longo ensaio sobre as máscaras rituais dos índios Tükúna. Talvez ainda venha a escrever um livro sobre os japoneses que se instalaram na Zona Bragantina, no Pará, assim como penso em publicar um livro com uma coletânea de artigos meus publicados e outros textos a serem ainda escritos. Encontra-se na fase de revisão (em janeiro de 2011), praticamente pronto para ser encaminhado à editora o livro: A Vontade de Poder – A luta dos “tenentistas” pelo poder. Idem, um livro   – ainda sem título –   sobre minhas atividades políticas, no qual consta um ensaio meu sobre a globalização.


[1] Devo anotar, neste item sobre autoria de livros, uma notícia sobre lançamentos: O lançamento de “Tuxá – Índios do Nordeste” ocorreu na Livraria da Vila, em Pinheiros, S. Paulo. O livro “Eduardo Galvão – Índios e Caboclos” foi lançado em reunião da ANPOCS, em Caxambu, Minas Gerais. O livro “Índios do Tocantins” foi lançado em um festival internacional artístico e literário   – FLIFLORESTA –  organizado pela Editora Valer, em Manaus, Amazonas. Deste festival também participaram os professores José Seráfico (meu sobrinho), Armando Mendes, João de Jesus Paes Loureiro, Violeta Refkalefsky Loureiro, José Ademir Ramos, assim como os escritores Márcio Souza e Milton Hatoum, o poeta Tiago de Melo e o jornalista Washington Novaes, entre outros.

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